Google muda definição sobre síndrome de Down após campanha de brasileira

Influenciadora brasiliense Vitória Mesquitae estimulou redes sociais com a hashtag #atualizagoogle pela mudança

Foto:Instagram/Reprodução

(Por REDAÇÃO, COM AGÊNCIA BRASIL, Jornal O tempo)

Quem faz uma pesquisa no Google sobre a síndrome de Down já não recebe mais como resposta o termo doença. Agora, o resultado é condição genética. Essa alteração é comemorada pela influenciadora brasiliense Vitória Mesquita, que estimulou uma campanha nas redes sociais com a hashtag #atualizagoogle pela mudança.

A iniciativa começou com uma busca que retornou termos incorretos e ultrapassados. Milhares de pessoas aderiram à campanha de Vitória. Com o burburinho na internet, a informação chegou ao Hospital Israelita Albert Einstein, que é parceiro do Google em conteúdos sobre saúde. Por fim, veio o resultado do esforço e o material foi revisado.

Vitória, mais conhecida como Viti, tem 22 anos e, com a ajuda da irmã, mantém um perfil onde mostra seu dia a dia e procura desmistificar a síndrome de Down e falar de inclusão com leveza e bom humor. Pelo perfil, ela comemorou a conquista:

“Em abril desse ano, fiz um REELS em que apontava alguns erros na definição e características da síndrome de down que havia encontrado na página principal da Google, que, entre outras coisas, falava que a T21 era uma doença! Alguns meses depois, lançamos a campanha #atualizagoogle que contou com mais de 100 publicações vídeos de pessoas de todo o Brasil compartilhando conhecimento e fortalecendo uns aos outros nessa missão. Ficamos muito felizes com a repercussão. Hoje, podemos celebrar! A Google mudou sua referência de definição da T21 e adicionou informações que ajudam na luta contra desinformação e o capacitismo”, escreveu.

A médica geneticista Angelina Acosta vê a mudança como positiva e reforça a importância do acompanhamento especializado precoce para o bom desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down.

A diretora da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Cléo Bohn, diz que a atualização no serviço de busca, que deixa de tratar a síndrome de Down como doença, é importante para a inclusão dessas pessoas na sociedade.

Segundo ela, a aceitação na família é o primeiro passo, mas é na escola que a inclusão social começa. Cléo diz que o Brasil já tem uma legislação construída, mas faltam recursos no orçamento e aplicação mais efetiva. É um trajeto longo a seguir, mas com bons resultados pelo caminho. Cléo Bohn diz que a sociedade precisa abraçar a causa das pessoas com deficiência, porque é um tema que toca a todos.

De acordo com o último Censo realizado pelo IBGE, em 2010, quase 24% da população tem alguma deficiência, seja porque nasceu com ela ou porque adquiriu ao longo da vida, por meio de uma doença ou acidente, por exemplo.

Fonte:otempo.com.br

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